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Mitsubishi QuasarLontra vence Brasil Wild em Monte Verde
nas duas provas.
Foi
realizado nos dias 11 e 12 de março a 1ª etapa do Circuito
Brasil Wild de corridas de aventura de 2006. Atualmente é
o maior circuito de aventura com provas de média duração
(24 a 48 horas) do Brasil. A prova tem conseguido reunir um grande
número de equipes de diversos estados do país, do
Rio Grande do Sul ao Pará. Segundo a organização
prometeu no briefing realizado na última 4a feira, todas
as provas do circuito seriam bastante exigentes fisicamente e também
tecnicamente. E foi exatamente isto o que os atletas encontraram
em Monte Verde.
Uma novidade desta prova foi que além da já conceituada
prova longa, também no domingo teve uma prova curta, com
57 km.
A largada da prova aconteceu na avenida principal de Monte Verde,
localizada a 200Km de São Paulo. A cidade é um destino
turístico, muito aconchegante, com belas paisagens e muitas
montanhas. Com uma nova formação a equipe estava com
o navegador Rafael Campos, Marina Verdini, acompanhados pelos "novatos"
na equipe André Iervolino e Rodrigo Souza, além da
experiente dupla de apoios Djalma e João Freitas.
A prova começou com um atleta montado a cavalo enquanto os
outros três correram por cerca de 4 km, onde deixavam o cavalo
e seguiam então de trekking até o PC1. Foi um início
relativamente tranqüilo, com o percurso predominantemente de
descida, passando por belos vales nos arredores de Monte Verde.
No PC1, houve a troca de modalidades para mountain bike. O comboio
de apoio se atrasou devido a alguns carros que no caminho tiveram
dificuldades de chegar e com isso atrapalharam os demais, o que
fez com que a transição fosse uma verdadeira "correria".
Dali os atletas partiam para um percurso de bike com muitas subidas.
Este
trecho já mostrava aos competidores que a prova realmente
seria muito dura. Na transição seguinte, a Mitsubishi
QuasarLontra ocupava a 2a colocação, a 7 minutos dos
líderes, e partiu para um trecho de duck em corredeiras de
até nível II. Foi um percurso muito rápido
e divertido, onde a dificuldade maior estava na transposição
de algumas árvores caídas sobre o leito do rio, algumas
delas com espinhos. Após a canoagem de cerca de 15 km, as
equipes atingiram o PC3 e partiam para novo trecho de mountain bike,
com cerca de 16 km, e com uma subida, totalizando cerca de 400 metros
de desnível. No PC4, a Mitsubishi QuasarLontra assumia a
liderança.
Trekking difícil A subida continuava, desta
vez de trekking, rumo à rampa de salto de asa delta do Pico
do Lopo, a 1650 metros. Boa parte do trekking ocorreu na "crista"
da montanha,que faz a divisa entre o estado de são Paulo
e Minas Gerais. O visual do local é espetacular, mas existe
um preço para contemplá-lo: a caminhada foi bastante
técnica, com trechos íngremes, muitas pedras e uma
navegação complexa, devido às inúmeras
ramificações que haviam da trilha. Do PC5 no alto
da pedra, as equipes desciam toda a montanha rumo à represa
do Jaguarí. A Mitsubishi QuasarLontra chegou à represa
às 18:15, ainda com um pouco de luz. Partiram então
para um remo de 16km. Haviam algumas alternativas estratégicas
nesta remada. Uma era a de se fazer uma portage, carregar os ducks
por cerca de 4km, e com isso cortar mais de 10km de remo. Uma outra
seria a de fazer a remada completa tentando achar uma bóia
no meio da represa, onde às equipes que a encontraseem, teriam
bonificação de 2 orasno tempo total de prova, e uma
terceira pção seria realizar a remada sem tentar encontrar
a bóia. A Mitsubishi QuasarLontra optou por buscar a bóia,
e termonou a remada ainda na liderança. Partiram então
para outro trekking, novamente com dificuldades na navegação.
Já era quase meia noite, quando a equipe
encontro novamente a equipe de apoio e partiu para o mountain bike
mais longo da prova. Neste trecho, a equipe teve problemas na bicicleta
de Rafael: a roda traseira "girava em falso", o que não
permitia que se pedalasse. Qualquer trecho de plano e subida era
feito correndo empurrando a bike e se aproveitava somente as descidas.
Apesar do problema, a equipe ainda chegou na liderança na
transição seguinte para realizar a ascensão.
Neste momento Rafael e André partiram para a subida ao lado
da bela "cachoeira dos pretos", enquanto Marina e Rodrigo
se alimentavam e se preparavam para a última etapa de mountain
bike. Mantendo a liderança, a equipe seguiu, mas ainda com
problema na bike. O ritmo era lento, mas a equipe se esforçou
para não se deixar ser ultrapassada. As subidas continuavam
a ser empurrando a bike, enquanto que no plano, Rodrigo com um excelente
espírito de equipe "rebocava" Rafael.
Já
era dia quando a equipe chegou à última área
de transição. Partiram para um trekking também
desgastante: 640 metros de desnível para se atingir a Pedra
Redonda, onde foi realizado um rappel de 70 metros de altura. Dali,
restavam apenas 5km para a chegada, toda em descida. As 10:40 da
manhã de domingo, após mais de 26 horas de prova,
a Mitsubishi quasarLontra cruzava o pórtico em primeiro lugar,
após ter percorrido mais de 167km de prova.
Enquanto isso... a prova short
da Brasil Wild ja acontecia. A largada desta prova foi às
07:00, e o percurso foi exatamente o mesmo da prova longa, mas ia
somente até o PC3, com 53km totais. A equipe Mitsubishi esteve
representada por duas duplas, que dominaram o podium, chegando em
primeiro e segundo lugar. A vencedora foi a dupla formada Vitor
Teixeira e Xuxa Tamaoki, e em segundo uma dupla que chamou bastante
atenção: o experiente atleta Fabrizio Giovannini e
seu filho, de apenas 13 anos, Fabrizinho, grande promessa do esporte,
e como se diz na equipe, sucessor natural do
pai na equipe.
Confira entrevista com a equipe e imagens da prova
na ESPN Brasil, no próximo dia 15 de março, as 16:30.
A próxima etapa da Brasil Wild deve acontecer
na Serra da Canastra, de 15 a 19 de junho.
Até lá!!
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