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QuasarLontra vence prova comemorativa dos 10 anos de corrida de aventura no Brasil - REMAke

A 10 anos atrás, na cidade de Paraibuna, pouco mais de 100 pessoas reunidas em equipes preparavam-se para participar de uma corrida inédita no Brasil. Tratava-se de uma competição/expedição em equipes formadas por trios, obrigatoriamente com uma mulher em cada time. Juntos, deveriam percorrer a distância total de 230 km em bicicletas, caminhando e remando em canoas canadenses. Tudo em meio à Mata Atlântica, procurando trilhas com o uso de mapas e bússolas. Com o auxílio de suas equipes de apoio que levavam comidas para reabastecimento e equipamentos em alguns pontos no caminho. Apenas para duas equipes não era total novidade tal competição: as oriundas do país pioneiro neste tipo de competição, a Nova Zelândia.

Apenas metade das que largaram conseguiram finalizar. Os Neo Zelandeses, grandes campeões, levaram 32 horas para percorrer todo o percurso, enquanto que algumas equipes levaram até 59 horas para finalizá-lo. Desta forma começava a história das corridas de aventura no Brasil, que teve como seu primeiro organizador Alexandre Freitas. Nascia a Expedição Mata Atlântica, ou simplesmente EMA.

A partir daquela data, centenas de atletas brasileiros passaram a participar destas competições, dezenas de equipes foram formadas. Equipamentos foram aprimorados, técnicas adiquiridas, o mercado foi crescendo. Neste ano o Brasil sediará o campeonato mundial da modalidade. E para relembrar e comemorar esta data tão marcante na história do esporte brasileiro, é que a primeira corrida foi realizada novamente. A reedição do EMA aconteceu exatamente como a de 1998, nas mesmas modalidades, percurso e distância.

Na semana passada, 32 equipes reuniram-se para a emocionante largada do EMA REMAke. Alguns dos atletas que correram a 10 anos atrás estavam presentes também correndo. Alexandre Freitas, o pai das corridas de aventura foi prestigiar a largada do evento, desta vez organizada por Zolino, do Adventure Camp, que a 10 anos atrás participava como atleta. O organizador do REMAke, lanço uum desafio às equipes: Na primeira edição, as equipes levaram pouco mais de 39 horas para percorrer todo o percurso. Desta vez, esperava-se baixar das 32 horas.

Em 1998 a equipe Quasar e a Lontra Radical largavam para sua primeira corrida de aventura. E na semana passada, estavam novamente lá. A Lontra, ainda liderada pelo atleta Vitor Teixiera. A Quasar, que na época era liderada pelo atleta Guido Botto, desta vez estava com Rafael Campos à frete, que veio a integrar a equipe no ano seguinte. Com ele, dois excelentes atletas de uma nova geração: Erasmo Cardoso, o Xiquito, e Sabrina Gobbo.

O tempo era seco, e os atletas largaram pedalando em um íngreme down-hill, rumo à represa de Paraibuna.
Lá, após receberm assitência da equipe de apoio, partiram remando em canoas canadenses, com seus remos de pá simples. A represa forma um grande labirinto, e a navegação é bastante exigente. Mas a evolução das equipes ja se mostrava evidente. Enaquanto em 1998, diversas equipes viraram suas canoas, ou ficaram por mais de 20 horas remando perdidas na represa, desta vez não tiveram grandes imprevistos às equipes. A equipe QuasaLontra chegou à primeira área de transição na frente, e manteve esta posição após o término da remada. Aós um curto trecho de trekking, novamente encontravam sua equipe de apoio para pegar as bikes e partir para um trecho de 90km com muito desnível e pedras soltas. Após pouco mais de 8 horas de bike, a equipe chegava à balsa de São Sebastião para a travessia do canal para Ilha-Bela. Neste momento, a liderança era dividida com a equipe da experiente atleta Cristina de Carvalho, uma das atletas que esteve presente na primeira edição do EMA.
Durante a travessia da balsa, as equipes foram assistidas por suas equipes de apoio. No apoio da QuasarLontra, Djalma Dutra, fiel companheiro da equipe em toda sua história. Marina Verdini, que marcou seu retorno às corridas após quase dois anos distanciada, e Flávia Dall'Acqua completava a equipe.

Após atravessarem a balsa as equipes partiram para um longo trekking de 45 km, que circundaria toda a parte sul da ilha. Do centro, caminharam até a praia de Castelhanos e então à praia do Bonete. Neste momento, a disputa das duas primeiras equipes estava ainda mais acirrada. Finalmente, as equipes pegavam suas bikes para os últimos 26km de pedal até a linha de chegada.

A QuasarLontra, pressionada pela segunda colocada, imprimiu um ritmo forte, e cruzou a linha de chegada com pouco mais de 24 horas de corrida. Um tempo que surpreendeu a todos, quase 15 horas a menos que os campeões de 10 anos atrás.

Já a equipe Lontra Radical, que corria pela categoria master, cuja soma da idade dos atletas da equipe ultrapassa 120 anos, chegou na 5a colocação no geral, sendo a 1a em sua categoria.

Fica registrado a enorme gratidão da equipe não só aos atletas e apoios desta edição, mas de todos aqueles que nestes 10 anos dividiram alegrias, conquistas e frustrações com esta equipe. Atletas, parceiros, patrocinadores, fotógrafos, amigos, fãs, apoios, familiares.... Com certeza um time imenso fez parte destes anos de história, e ficarão marcados para sempre em nossos corações.

E que venham mais 10 anos de corridas de aventura, novos desafios e novas conquistas.

Abraços, QuasarLontra

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