Equipe Quasar Lontra
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Capitão da QuasarLontra, após conquistada Brasil Wild vai aos EUA fazer apoio à ciclista Dani Genovesi no Race Across América

Enquanto a equipe QuasarLontra cruzava a linha de chegada no Jalapão, outra atlteta de aventura já aclimatava-se nos EUA para participar da maior prova de ciclcismo nom-stop do mundo. Daniela Genovesi, atleta carioca da equipe de corrida de aventura Rio Off Road, que tem em sua bagagem a participação em dezenas provas de corrida de aventura, entre elas três Ecomotions-pró, vinha se preparando a mais de 6 meses para a mais dura prova de ciclismo para mulheres do planeta. E o atleta Rafael Campos, foi com ela para auxiliá-la nanavegação, logística e estratégia deste grande desavio.

O Race Across América é uma tradicional corrida de ciclismo americano, que está em sua 28a edição. Nesta prova, os atletas cruzam os EUA da costa oeste, em Ocean Side na Califórnia até a costa Leste, em Annapolis - Maryland, em um percurso de mais de 3000 milhas (aprox. 4800 km). Esta corrida pode ser feita em equipes de revezameto com 8 pessoas, 4 pessoas, dupla ou solo. A prova ja contou com a participação de brasileiro em anos anteriores, que inclusive ja quebraram recordes. Mas nunca uma atleta latino americana conseguiu terminar esta competição. Nos últimos dois anos não tiveram atletas femininas que conseguiram terminara prova solo. E em todas suas 27 edições, somente 10 mulheres conseguiram fazê-la. E Dani Genovesi foi para o Race Acros América com a intenção de fazer história.

A atleta que começou sua carreira esportiva de alta performance como body boarder, onde ja foi campeã brasileira, posteriormente praticou Jiu-jitsu, onde ja foi campeã mundial. Em busca de novos desafios passou a correr as corridas de aventura. No ano passado decidiu por este novo desafio. Parta participar do RAAM, era necessário qualificar-se anteriormente em alguma outra prova de ciclismo de endurance. Para isso, em novembro do ano passado foi a campeã e recordista do "desafio 24 horas" de ciclismo, que aconteceu e Fortaleza. A partir de então, passou a treinar árduamente para conseguir terminar o RAAM. Durante o períododepreparação, chegou a fazer durante sete dias seguidos 200km de bicicleta, além de também fazer o lançamento do Pré-tour do Rio, onde foram 800km em dois dias.

Para maximizar as chances de obter êxito nesta prova, Dani Genovesi conta com uma estrutura muito bem planejada e montada. Uma equipe de apoio com 10 pessoas foi montada para dar toda assistência à atleta. Médico, massagista, mecânico de bike, motorista, navegadores fazem parte. Rafael Campos, com sua experiência em provas de endurance, privação de sono e navegação, foi chamado à compor e liderar esta equipe. Marido e filha da atleta também fazem parte desta equipe de apoio. Faz parte da estrutura, um carro de apoio com alto-falantes especialmente para tocar música à atleta, motorhome, notebooks com sinal de internet, rádios, telefones celulares e satelital e uma van de captação de imagens e de apoio avançado. Dani conta ainda com 3 bikes Specialized, sendo duas para diferentes tipos de terreno (Transition e Tarmak) e uma terceira como backup (Ruby).

A prova:
Na 3a feira do dia 16 de junho, ao meio dia do horário local (4 horas a menos que Brasília) foi dada a largada do RAAM. Partindo de Ocean Side, próximo a San Siego, as atletas da categoria solo deram a largada. No dia seguinte aconteceu a largada dos atletas solo masculino, e depois dos atletas em equipe. Dani largou muito bem, imprimindo um ritmo forte no primeiro dia, o que lhe garantiu a passagem na primeira posição nos dois primeiros Time Stations (TS). A prova toda possui 52 TS. Em cada um, a equipe de apoio deve reportar por telefone à organização o horário de passagem da atleta.

O primeiro dia já foi marcado por uma forte subida. Saindo do nível do mar, a prova subiu para 1250m, para posteriormente, em um incrível downhill em direção ao deserto, descer novamente a quase o nível do mar. Ainda no primeiro dia, cruzando o deserto californiano a uma temperatura de cerca de 33o C, aprova passou por um trecho em que a altitude é negativa, chegando a 34 metros abaixo do nível do mar. Por ser uma prova de muitos dias, previsto para 12 no total, a estratégia adotada foi a de parar para dormir ja a partir daprimeira noite. Depois de ter rodado 373km no primeiro dia, Dani parou para dormir por 3 horas.
No dia seguinte a prova entrou no estado do Arizona, e novamente a o deserto é que predominou na paisagem. Estradas com retas intermináveis, com mais de 50km sem mudar de direção e de altitude predominaram neste dia. E uma forte subida no final do dia, atingindo novamente 1200m. No final do segundo dia, Dani já tinha acumulado 790km pedalados.
No terceiro dia, a prova entrou no etado de Utah, e novamente a paisagem foi muito marcante. Além do deserto, grandes canyons e formações rochosas com mais de 300m de altura faziam parte do percurso. Neste dia, ao cruzar o deserto de Navajo, Dani enfrentou uma impressionante tempestade de areia. Ventos com rajadas de até 70 nós, formaram uma imensa cortina de poeira, e desgastaram a atleta, que ainda assim, conseguiu manter uma média dentro do previsto.
O quarto dia de competição, foi marcado pela passagem do ponto mais alto do RAAM. No estado do Colorado, Dani fez uma ascensão a 3350 metros com relação ao nível do mar. O início da pedalada deste dia, como na maioria dos anteriores, se deu às 04:00 da manhã. Na altitude, iniciou uma chuva constante, e a temperatura era de aproximadamente 8o C. Após passar o cume, no longo downhill de 6 milhas, o vento e a chuva tornavam a sensação térmica próxima de zero. Neste dia aconteceu o primeiro dos três cortes da competição. Dani passou com uma folga de 7 horas. O dia continuou muito nublado e frio até o ponto onde decidiu parar para dormir.

No quinto dia seguido de competição, a plantações de trigo em regiões completamente plana e também com estradas em retas intermináveis predominaram. A privação de sono, que tem sido de uma média diária de 3 horas, fizaeram com que a luta de Dani contra o sono fosse maior. E para expantá-lo, nada melhor do que pedalar mais forte. Dani fechou o dia com 460km acumulados, onde em um dos trechos de 80 milhas, manteve uma média horária de 32km/h.
A prova agora entra em seu sexto dia. É o dia que se atingirá metade do percurso.
Até Anápolis, ainda tem muita estrada. E Dani segue completamente determinada e confiante.

Na análise de Rafael Campos, que está acompanhando passo a passo cada trecho, pelas condições físicas e psicológicas que Dani vem apresentando, ela deve conseguir realizar o grande feito de ser a primeira mulher da América Latina a terminar esta prova. "Nas condições extremas de temperatura o desgaste é maior, para todos os atletas. Mas Dani tem sabido lidar muito bem com o desconforto, e tem apresentado uma recuperação impressionante a cada momento difícil. Sua determinação e garra me impressionam e emocionam", complata o atleta que tem ajudado na estratégia da atleta.

Continue acompanhando a prova pelo site da atleta

www.danigenovesi.com.br

ou pelo site da competição www.raam.org

 

Até Annapolis

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