Equipe Quasar Lontra
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Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra conquista 3o lugar em corrida de aventura em Portugal

A equipe Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra obteve mais uma conquista em uma prova internacional da qual participou. Foi o XPD Race, realizado na região do Parque Nacional de Sintra/Cascaisl, em Portugal, no último final de semana. A equipe formada pelos atletas Rafael Campos, Victor Teixeira e Tessa Roorda, e ainda com o apoio de Úrsula Pereira, conquistou o 3o lugar. Em um formato com algumas diferenças da forma tradicional das corridas de aventura, no XPD as regras tem como base as do Challengers Trophy, que ainda é um dos eventos mais conhecidos em Portugal. A estratégia está ainda mais presente neste formato de competição.

A prova contou com 50 equipes divididas nas categorias elite masculina, elite mista, ambas compostas pôr 3 atletas, e aventura, também integrada pôr 3 atletas, mas contando com a possibilidade de substituição de um destes pôr atleta que fazia apoio à equipe.

As modalidades envolvidas foram as já tradicionais trekking, mountain bike, canoagem, orientação, mas contou com algumas inéditas. Uma delas foi o trikke, uma espécie de patinete com 3 rodas. Ele esteve presente em dois momentos na prova, primeiro em um percurso urbano e depois em um lindo down-hill, onde os atletas puderam se divertir com esta novidade. Uma das características da competição, é que a prova é dividida em diversos "estágios", cada um de uma modalidade. Estes estágios possuem hora de início e de limite para término. No período destinado ao mesmo, não é obrigatório a passagem por todos os PCs, ficando a cargo da equipe decidir quantos e quais PCs irão buscar no percurso. Em alguns estágios, pelo tempo determinado para percorrê-lo, é impossível se chegar a todos os PCs sem ultrapassar o tempo. As equipes tem um tempo limite para regresarem, e após o término do tempo, perderá todos os PCs colhidos neste estágio. Vence a equipe que ao término de todos os estágios, ter obtido o maior número de PCs.
As equipes que decidem então por quais PCs irão passar dentro do tempo que ainda possuem antes de terminar aquele estágio que estão. É um formato com regras que exige ainda mais estratégia e tomadas rápidas de decisões na navegação.
Outra característica é que os mapas são entregues no início de cada estágio e a maioria deles são militares, na escala de 1:25000 e de excelente qualidade.
E uma inovaçao foi a utilização de chips pelos 3 atletas que deveriam passá-lo no leitor Sport ID, sem a presença de stafs, através de prismas oficiais das corridas de orientação homologados pela Federação Internacional de Orientação

A conferência internacional

A prova foi antecedida pela realização nos dias 06, 07 e 08 de cursos e fórum internacional de debates e de palestras sobre temas ligados ao esporte, proferidas, dentre outras, pelos atletas Rafael Campos, Paul Romero, Antonio de La Rosa, Monica Aguilera, Petri Forsman, e também por especialista da mídia como Wladimir Togumi e Robert Howard. O congresso foi bastante proveitoso, sob o ponto de vista de atletas, organizadores e midia, havendo muita troca de experiência entre os presentes. Alguns dos temas abordados foram:
- O formato das Corridas de azventura em Portugal e no mundo
- Perspectivas dos praticantes
- Midia nas corridas de aventura
- A tutela internacional das corridas de aventura
- Segurança e responsabilidade
- Cartografia e traçado de percursos
- Supervisão e juri de prova, entre outros

Briefing e a Prova

Na noite anterior à largada, Alexandre Guedes, presidente da Associação Portuguesa de Corrida de Aventuras expôs o formato da prova, comum em Portugal, mas totalmente inovador para os atletas brasileiros, americanos, ucranianos, finlandeses, franceses, italianos e espanhóis.
Equipes de ponta de vários países estiveram presentes , destacando-se o Team Sole, liderada pelo americano Paul Romero e pelos finlanadês Petri Forsman, e pelo espanho Aurélio Roldan, da equipe Abarth Teva, que contaram o apoio da atleta espanhola Mônica Aguilera.
Inicialmente, foi esclarecido que a etapa prevista inicial de canoagem sertia cancelada, já que o Oceano Atlântico que banha o Estoril, contava com ondas de até 5 metros.
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A largada ocorreu pontualmente às 8:30 hs na praça existente à frente do cassino de Estoril, debaixo de chuva e com temperatura em torno de 10 graus, na modalidade de trekking. O percurso de 15 kms, totalmente urbano, mostrou aos brasileiros a dureza que a competição lhes reservava diante da constatação do altíssimo nível técnico das equipes participantes, da variação altimétrica e da baixíssima temperatura.
A etapa seguinte, de 9 kms, verificada no bairro de Cascais até sua conclusão na paradisíaca praia do Guincho, foi constituída de uma Bike, Run e Trike (espécie de patinete), com os 3 atletas se revezando entre as 3 modalidades.
A seguir, houve um trekking técnico de aproximadamente 18 kms nas encostas do Guincho até o Cabo da Roca, local mais ocidental do continente europeu.
Neste momento a Mitsubishi QuasarLontra encontrou-se com o seu apoio, a atleta Úrsula Pereira, partindo para uma jornada de mountain bike de 45 Kms, constituída de longos aclives e decliveis, sendo concluída à frente do belíssimo Palácio da cidade de Mafra.
A nova etapa foi um trekking dentro de área do Exército Português, intercalada pôr uma prática de escalada, na qual a atleta Tessa venceu a parede montada, marcando mais um PC para a equipe.
Partiu-se, então, para uma Mountain Bike noturna de 70 kms, marcada pôr muita chuva, lama e frio de até 3 graus nos locais mais altos.
Para concluir o primeiro dia de competição, os atletas Rafael e Victor a embarcaram a bordo de um caiaque modelo sit-on-top à meia noite no rio Tejo. Foram 14 kms de rio acima, para buscar PCs distribuídos às margens do rio, que refletia a luz vinda de uma Lua cheia que presenteou os atletas. Após concluídas 18 horas de competição, os atletas ficaram acantonados obrigatoriamente em um ginásio escolar.
Eram 8:00 horas do domingo, dia 10, nos baixos de Sintra, cidade patrimônio da humanidade, quando iniciou-se, entre castelos e palácios, o 2o dia de competição. A modalidade foi um trekking de 12 kms, no qual havia inúmeros PCs, valendo cada um deles um número de pontos. Para ter os seus PCs validados nesta etapa, as equipes tinham que atingir a somatória exata de 100 pontos.
A etapa seguinte foi uma mountain bike de 40 kms, verificada em serra próxima ao autódromo Estoril de Fórmula 1. Para concluir a prova, novo trekking, agora de 20 kms, no meio do qual a equipe se dividiu, tendo Rafael praticado um down-hill de Trike, Tessa uma tiroleza e Victor arco e flexa.

A chegada

Às duas horas da tarde de domingo, a Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra, após percorrer aproximadamente 220 kms, cruzou o pórtico de chegada localizado no calçadão da praia existente à frente do cassino do Estoril.
Até então a classificação da equipe era uma incógnita, já que o formato da prova impede que as equipes saibam exatamente a posição em que se encontram.

No transcurso de um almoço de confraternização, às 16:30 hs do dia 10, foi divulgado o resultado oficial, chegando-se a ótima notícia: QuasarLontra em 3o na elite mista, tendo sido conquistado o pódio almejado.

A classificação final da prova foi:

Elite Mista – 1o lugar Team Sprot 2000 LaFuma (França – 54 PCs)
- 2o lugar Team Millenniumbcp1 (Portugal -54 PCs)
- 3o lugar Team Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra (Brasil -52 PCs)

Elite Masculina – 1o lugar Team Sole ( USA)
- 2o lugar Team C.P.Armada ( Portugal)
- 3o lugar Team Portuguese Spirit ( Portugal)


 

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