Equipe Quasar Lontra


 

 

 

Fotos: Tom Pappi

 

 

 

 

 

 

Mitsubishi QuasarLontra termina Ecomotion Pró em 4º lugar

A maior corrida de aventura do Brasil na atualidade,o “Ecomotion Pró”,foi realizada entre os dias 23 e 30 de novembro de 2003 na maravilhosa Chapada Diamantina, estado da Bahia. Foram 480 km de ride ´n run(um cavalo pra equipe), trekking, mountain bike, duck (caiaques infláveis) e técnicas verticais (ascensão em corda e rappel).
O calor forte durante o dia foi o principal adversário das 42 equipes que largaram as 16:00hs do domingo dia 23/11.A largada aconteceu com a modalidade “ride´n run”,onde cada equipe tinha um cavalo a ser montado por um dos atletaa; foi um trecho de aproximadamente 7Km de muita subida e difícil navegação.Cada equipe largava com uma bandeira (dos patrocinadores do evento), e isso dificultou muito o domínio do atleta no cavalo já que ele tinha que segurar a rédea e a enorme bandeira. Mas o sacrifício era recompensado pelo visual incrível ao se atingir o PC 2 no alto do morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada. Daí seguíamos para um trekking de aproximadamente 28km. Começo de prova, adrenalina a mil, esse trekking foi feito pelas equipes de ponta correndo o tempo todo, e o pior trecho de navegação ficou reservado pra noite: foi um “vara mato” inesquecível para nós.
Na primeira área de transição chegamos em 6º lugar , bastante adrenados e partimos pra uma bike de 60 km de muita areia e travessia de rios.Essa bike pedalamos em um ritmo forte, e recuperamos muitas posições chegando ao próximo AT em 2º lugar. Fizemos uma rápida transição e entramos no que iria ser nas próximas 8 horas nosso “sofazinho”: os ducks. Foram 60 km de remanso, e foi muito difícil controlar o sono, já que tínhamos varado a primeira noite, e remar é um sonífero imbatível. Remamos muito bem e na hora em que estávamos chegando no AT depois de 8 horas e 45 minutos de remo, vimos os espanhóis que lideravam a corrida sair para a pernada de bike. Fizemos a transição mais rápida da prova, com certeza, pela motivação de vê-los, e seguimos pra bike. Essa com certeza foi a bike mais quente que fizemos na vida! Saímos por volta das 11:00hs, e o sol estava a pino: foi aí que o Vitão começou a desidratar, e o nosso ritmo caiu drasticamente.
Deixamos as bikes e partimos pra um trekking de aproximadamente 50km, onde atravessamos o Vale do Pati; seria um dos mais bonitos (conforme verificamos em vídeo depois) se não tivéssemos feito a noite. Esse trecho foi horrível para nós pois o Vítor estava muito mal e o Rafa e Vinícius revezavam para puxá-lo o tempo todo. Foi um trecho de muitas subidas e o desgaste dos dois foi extremo. Nessa noite dormimos por 1 hora no alto de um morro, onde fez bastante frio. Na próxima área de transição o Vitor teve que tomar soro, e demoramos mais do que o planejado. Partimos para uma bike de 88 km, que não teve muitas subidas, mas também não conseguimos desenvolve-la bem: a Marina estava com uma inflamação no joelho, o que a impedia de pedalar direito. Daí viria o trekking mais longo da prova (uns 60Km); O nosso ritmo já não era dos melhores e durante a noite o Rafa sentiu muito sono, o que obrigou ao Vinícius navegar para a equipe, e foi nesse trekking que cometemos o erro que comprometeria todo o nosso resultado. Chegando perto ao PC 14, encontramos os espanhóis dormindo em uma pedra; eles já estavam “batando cabeça” atrás do PC 14 à mais de 2 horas. Resolvemos dormir com eles pra esperar amanhecer, pois assim ficaria mais fácil de procurar a trilha certa; Amanhecendo, encontramos a trilha, e nessas o Vinícius se desencontrou do resto da equipe; foi lamentável. Ficamos gritando muito por ele tentando encontra-lo, e ele já tinha seguido pro próximo PC achando que já tínhamos ido; na verdade foi muito azar!! Perdemos muito tempo nesse erro, tempo suficiente para que a equipe Oskalungas e Mamelucos nos passassem e disparassem na frente.
Seguimos pro PC 15 e encontramos o Vinícius; o trekking continuou até a imponente “Cachoeira da Fumaça” : um dos lugares mais maravilhosos que fomos. Foi um trekking muito duro, pois estava um calor insuportável, e os desníveis eram absurdos. Nesse trecho estávamos bem cansados e desgastados, e perdemos a trilha, o que nos custou mais um bom tempo para acha-la. Após mais um AT, e mais um trecho de bike, fomos para a Gruta da “Pratinha”, na qual a equipe tinha que nadar dentro dela para achar um PC virtual.A gruta é maravilhosa, e nem parece real, pois a água é azul turquesa.De lá, descemos 25Km em corredeiras de nível I e II pelo rio santo Antonio, e chegando ao PC no fim do trecho tivemos que pagar uma penalização por termos nos separado naquele trecho do PC 14....isso nos desmotivou bastante, e no último trekking fomos ultrapassados pela equipe Oskalunga que nos passaram correndo. A Marina já estava com o joelho muito inchado(estava com uma lesão desde o 2º dia de prova), e não conseguia mais correr. Pegamos a bike (que seria a última,ufa!) e fomos para seção de cordas. Esse trecho foi muito difícil para a equipe, já que tinha muito “single trek” e “empurra bike”, e a Marina não conseguia pedalar de jeito nenhum, o que fez com que ela girasse só a perna “boa” e pedalasse feito um “saci”. Depois de subir um “Jumar”(ascenção em corda) de 40 metros e rapelar mais 50 metros, pegamos a bike e partimos para a tão esperada chegada. Aí já sabíamos que não conseguiríamos alcançar ninguém, e nos contentamos com o suado 4º lugar.
Cruzamos o pórtico de chegada em Lençóis depois de 4 dias e 5 horas de prova com 3 horas dormidas e muitas estórias pra contar, e felizes por termos participado de uma das mais belas corridas de aventura que já participamos. Das 42 equipes que largaram, 16 conseguiram completaram todo o percurso. Com certeza essa foi uma verdadeira expedição, e uma prova muito bem elaborada. Parabéns ao Said e ao Júlio Pieroni, e a todos os guerreiros que participaram dessa jornada. Até a próxima aventura.

 

 

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